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terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Serra de São Luiz do Purunã - jipe, bike, algum sossego e muitos motivos pra ir!

Neste Carnaval, a convite de um amigo, fomos desbravar algumas estradinhas e lugares secretos pela Serra de São Luiz do Purunã, a promessa era o Beco do Sossego! Fomos de jipe, com as bicicletas dentro, eis que a intenção era também um passeio de bike descendo a serra. Saimos de Curitiba pela usual Rodovia do Café, em direção a Campo Largo, mas muito antes, antes do segundo viaduto, entramos como quem vai a associação da Copel, e logo conhecemos uma estradinha bem simpática, e vai por dentro até dar em Campo Magro. Ali fomos nos embrenhando por estradinhas, auxiliados pelo conhecimento de nosso amigo e a ajuda de seu valioso GPS.
Começamos por um lugar nem tão secreto... a pedreira da Itambé (fábrica de cimento), mas que esconde as lindas encostas escavadas com lagos verdinhos.Começamos por um lugar nem tão secreto... a pedreira da Itambé (fábrica de cimento), mas que esconde as lindas encostas escavadas com lagos verdinhos. Aliás, passear pelas estradas de cimento, e pelas estradinhas internas de terra pelas escavações é um passeio bem legal! Dá pra perder dias por ali, conhecendo direito o local. Claro, tem áreas proibidas em razão das dinamitações constantes em alguns lugares, mas são poucos. As cores contrastantes das pedras à mostra, como se descortinassem o íntimo das rochas, com a vegetação local são marcantes. Vários locais, entretanto, estavam bastante cheios de gente, tá certo que era carnaval, mas não esperavamos encontrar tanta gente nestes lugares ermos. Tinha até barraquinha montada na beira dos lagos, com direito a churrasquinho e música alta (erg!). Enfim, fazer o que, é a democratização da diversão!
De qualquer maneira, e especialmente se evitar os feriados, duvido que vá encontrar viva alma nestes locais, que poderá curtir com mais exclusividade.

Seguimos estrada para o beco do sossego, e no caminho de terra, bastante acidentado, encontarmos as melancólicas casinhas polacas, que era impossível não parar para admirá-las, assim como o colorido dos varais.





Nos embrenhamos pelos matos, a guerreira land rover, deu conta de abrir os caminhos em meio a mato fechado e barrancos, até chegarmos ao esperado “Beco do Sossego”! Lá no meio do lugar, onde o bicho homem há algum tempo não pisava, um riozinho desce macio, onde antes era leito de pedra, e depois da mineração foi emprestar um pouco do laranjado do barro,  sem nenhum barulho, sem barraquinha, sem "ai se eu te pego", só o barulho infindável do silêncio, e os milhares de pico-picos de nova geração, que grudam como nunca. Deste lugar, só o que posso revelar é esta linda construção de colmeia, se não sossego é o que não se encontrará mais por lá!


Passamos na colônia Witmarsum, para um café colonial, onde encontramos além da pequena cópia do interior europeu de outrora, linda pereira carregada!


E o passeio acabou como devia, com um espetáculo no céu, atrás do milharal, formando a tempestade que ia nos esperar depois da descida de bike!

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Guarequeçaba - Superagüi - o paraíso mora ao lado...

O paraíso mora ao lado e a gente aproveita tão pouco! Agora na Páscoa fomos a Guaraqueçaba, com o intuito de pedalar pela praia deserta, de cabo a rabo...
Bom, pedalamos, mas não de cabo a rabo, eis que tinhamos somente dois dias para Guaraqueçaba e Superagüi.
De Curitiba a Guaraqueçaba de carro é um pouco árduo, pode reserva no mínimo 5 (cinco) horas pra chegar, se fizer todo o trajeto de carro. Pode optar por algo mais confortável, como ir até Paranaguá e pegar uma voadeira de 30 a 40 minutos para a Cidade. Lá é tudo muito pertinho, e qualquer caminhada lhe fará bem. Ao chegarmos lá, fomos encontar uma pousada para dormir, eis que só iriamos pegar um barco pela manhã para Superagüi com as bikes. Como era feriado, as mais requisitadas estavam cheias, mas conseguimos dormir numa pousadinha mais simples. Há vários lugares para pouso por lá, a mais estilosinha é a Pousada Bambuza (preços entre R$ 150 e 180,00), mas se quiser gastar bem menos, obviamente em lugar mais simples mas aceitável pode ficar na Flor da Serra (preços entre R$ 50 e 60), ou também na Pousada dos Pinheiros (preços entre R$ 75 e R$ 100,00). Guaraqueçaba é um lugar especial, você vai chegar no deck no centro da cidade, onde há vários restaurantes, e um local do Município onde pode ter informações, inclusive o telefone dos barqueiros, porque os passeios pelas Ilhas são indispensáveis. Recentemente abriu um restaurante do lado esquerdo do deck, de quem olha quando está chegando na cidade do mar, chama Mata Atlantica, é simples, mas a comida estava simplesmente deliciosa. Ao final de uma tarde muito gostosa, com os golfinhos pulando na baía, comemos uma das melhores casquinhas de siri de todas (R$ 3,50) e depois uma porção de camarão ao bafo indescritível!
Acredite que também abriu um café ali no centrinho, que caso baixe uma vontade de um chá com pão de queijo, ou uma deliciosa tora de limão, tem!!!
No dia seguinte acordamos bem cedinho, para ir ao pier em frente aos posto de gasolina, onde lá pelas 7:30/8:00 se reunem os barqueiros, para negociarmos nossa ida a Superagüi.  Conseguimos  o transporte (ida e volta) de voadeira por R$ 100,00 o casal mais nossas bicicletas, os barcos de madeira pequenos são bem mais baratos, e há voadeiras que cobram mais caro, tem que negociar!!
Chegamos em Superagüi, botamos as rodas na areia, e a pedalar.. o lugar é muito bonito, e quanto mais se distancia da vila melhor vai ficando, como não tinhamos tanto tempo pedalamos um tempo pela praia, e voltamos pela trilha no mato, que é uma outra experiência bem legal.
Acabamos o dia novamente na praia, fazendo uma refeição no restaurante dos Golfinhos, que não tão especial quanto ao Mata Atlantica, mas pode-se comer peixe e camarão satisfatórios.
Para um passeio completo eu recomendaria o seguinte roteiro, ir a Guaraqueçaba via Paranaguá (de barco), passar uns dias por lá fazendo os passeios diversos oferecidos (Superagüi é só uma das ilhas, há vários outros lugares), voltar por terra a Morretes, passar um ou dois dias por lá, conhecendo a cidade e Antonina, e voltar de trem a Curitiba, dai sim, o passeio estaria completo! Há várias operadoras que fazem os transportes.Se quiserem montar o pacote, nos mandem um e-mail  que é parte de nossos serviços indicar e montar o que podem fazer por ali.